15 ONGs do Rio de Janeiro concorrem prêmio de melhor do Brasil

Desde 2017, o Instituto Doar seleciona as entidades e analisa quase 50 critérios em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a Ambev

O estado do Rio de Janeiro tem 15 Organizações Não Governamentais (ONGs) que concorrem ao prêmio de melhor ONG do Brasil, promovido pelo Instituto Doar, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e apoio da Cervejaria Ambev.  O número de entidades fluminenses, entre as 100 Melhores ONGs, cresceu entre 2018 e 2019, passando de 14 para 15 organizações. Os nomes só serão conhecidos no dia 18 deste mês, durante evento, em São Paulo.

Neste ano, aumentou em 12% a quantidade de ONGs brasileiras inscritas na premiação, segundo levantamento divulgado pelo Instituto. Em 2018, 675 Organizações Não Governamentais se submeteram à avaliação feita por pesquisadores da FGV, integrantes da Sociedade Civil e pelo Instituto Doar. Já este ano, a quantidade passou para 757.
“Nosso objetivo é engajar mais pessoas e fortalecer a cultura da doação, reforçando a confiabilidade de cada organização. Quando apontamos, por meio do prêmio, quais entidades têm se destacado na gestão de recursos, estamos certificando que é seguro doar e incentivando outras entidades a seguirem modelos transparentes de gestão”, comenta Marcelo Estraviz, presidente do Instituto Doar.

Esta é a primeira vez, desde que o prêmio foi criado, em 2017, que ONGs de todos os estados brasileiros participaram da seleção. Segundo o Instituto Doar, houve um aumento no número ONGs inscritas ligadas a Assistência Social, Saúde e Educação. Entre as 100 melhores ONGs, Assistência Social é a causa mais bem representada, com 27 entidades. Saúde tem 20, Educação com 15, Criança e Adolescente aparece com 13, Desenvolvimento Local 13, Meio Ambiente 4, Direitos Humanos 4, Esporte 1, Cultura 2 e Outros 1.

Critérios

O “Prêmio 100 Melhores ONG” avalia entidades inscritas e ranqueia aquelas que melhor atendem critérios de avaliação, como a estrutura administrativa e financeira, se a entidade possui conselhos de gestão, se faz auditorias independentes, se há plano de captação de recursos, além da prestação de contas e da transparência na gestão de recursos.
“A ONG que tem uma missão estabelecida, com causa e estratégia claras, apoiada por pessoas, comunidades e organizações que acreditam nessa causa, e com práticas de gestão sistematizadas e transparentes, tendo múltiplas fontes de sustentabilidade e legitimidade organizacional, certamente terá chances de aparecer entre as 100 melhores”, resume o organizador.

Etapas e entrega do prêmio

A escolha das 100 Melhores ONG começou em abril. Pela primeira vez, entidades de todos os Estados brasileiros participaram da seletiva. Após a primeira etapa, 400 organizações foram para a segunda fase (Veja AQUI a relação), na qual pesquisadores analisaram documentos.  Esta etapa garantiu a presença de 200 ONGs na fase final, em outubro, quando foram avaliadas pelos jurados. A seleção incluiu uma reunião da comissão organizadora, envolvendo pesquisadores da FGV, Sociedade civil e integrantes do Instituto Doar.
Durante a premiação será anunciada qual a melhor ONG do Brasil. Também há premiação para organizações que se destacaram por regiões e por categoria.

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