Agora são seis: sangue jovem e negro escorre nas operações da Polícia de Wilson Witzel no RJ

Nos últimos cinco dias, seis crianças são mortas em operações da Polícia do RJ. Um genocídio aplaudido pelo governador do Estado, reconhecido pela sua política de “enfrentamento” ao crime, que nada mais é do que dar carta branca para a polícia matar trabalhadores, trabalhadoras e seus filhos que moram nas comunidades cariocas.

Os homens brancos que ocupam os palácios do governo carioca, cercados por escoltas e carros blindados, não cansam de promover seu discurso de guerra contra a população pobre do RJ. São diversos sinais passados pelas autoridades, dando aval para as barbaridades cometidas pela polícia em suas operações de combate ao crime.

Desde aparecer em vídeo atirando de um helicóptero em um morro carioca, até declarações como “tem que mirar na cabecinha”, o governador do RJ Wilson Witzel cole os frutos de sua política de segurança para o Estado. São 6 crianças mortas e um bebê ferido nos últimos 5 dias. A ideologia de extrema direita que move a base social que apoia esse tipo de política, não mede esforços para colocar essas crianças mortas, como bandidos que a polícia combatia. Crueldade e mentiras, são espalhadas pela internet para tentar dar um ar de legalidade nas ações dos polícias, tudo isso movido pelo discurso de ódio que desde Brasília através da figura sinistra do presidente Bolsonaro, permeia o debate nacional sobre segurança publica.

Desenhos de crianças que moram no morro da Maré vieram a público para mostrar a barbárie que estão submetidas. Desenhos de pessoas morrendo e helicópteros atirando, são a mostra de uma juventude que cresce em meio a balas, mortes e pobreza. Longe de combater a criminalidade, o Estado do RJ criminaliza e mata a juventude pobre carioca, vendendo uma politica de “enfrentamento” a criminalidade, mas que na prática é um genocídio promovido pelo Estado.

As autoridades já mostraram não ter piedade. Nenhum desenho de nenhuma criança é capaz de comover os homens engravatados dos palácios do governo. Só a auto organização dos trabalhadores pode apontar uma saída para essa violência. O Estado, as milícias e o tráfico de drogas tem uma coisa em comum, todos vivem da exploração e miséria do povo. Sem a auto organização dos trabalhadores para sua defesa e de sua família, não teremos uma saída para essa violência. Só os trabalhadores podem fazer uma gestão democrática da segurança pública e garantir não só a integridade física da população, mas o combate eficiente as milícias e o tráfico de drogas instalados nas favelas e morros cariocas.

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