Assassinado miliciano apontado como autor de plano para matar deputado Freixo

Ex-policial militar André Amaro Mello foi assassinado na tarde desta sexta-feira (9) em Guaratiba. Foto: Reprodução

ex-policial militar André Amaro Mello foi assassinado na tarde desta sexta-feira (9) em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Ele era apontado como chefe da milícia que age no bairro e teve seu nome mencionado recentemente em um suposto plano de paramilitares de um atentado contra o então deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, hoje deputado federal.

Policiais militares do 40º BPM (Campo Grande) foram acionados para uma ocorrência na rua Atalaia do Norte, em Guaratiba. No local foi encontrado um corpo dentro de um automóvel, que seria de um ex-PM. Os agentes acionaram a Polícia Civil.

O suposto plano para matar o parlamentar apareceu em dezembro. O Disque Denúncia na época informou que difundiu a informação para a polícia e, posteriormente, recebeu retorno do setor de inteligência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de que todas as providências estavam sendo tomadas.

Segundo relatos, o comércio fechou na região do Jardim Maravilha, uma das áreas supostamente dominadas pelo grupo de Amaro, que foi morto com tiros de fuzil no rosto.

Em 2012, Amaro foi denunciado junto com 15 pessoas suspeito de integrar uma quadrilha de milicianos com atuação em Pedra de Guaratiba.

Segundo a denúncia, a quadrilha armada atuou entre 2011 e 2013 na comunidade do Piraquê, aterrorizando a população com ameaças e agressões. O objetivo era o controle das atividades de fornecimento irregular de TV a cabo, do comércio ilegal de gás e do transporte de vans, além da compra de alimentos em locais apontados pela quadrilha. A investigação começou pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), após receber denúncias de inúmeros moradores.

A denúncia apontou na época Amaro, ainda como PM, como chefe do grupo. Os milicianos detinham o controle e comercialização de cestas básicas na comunidade. Eles obrigavam os moradores a adquirirem as cestas apenas com o grupo criminoso, por um preço aproximado de R$ 170.

Ele também respondia a um processo na Justiça datado de 2016 por porte ilegal de arma de fogo.

Fonte: Eu Rio

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