Greve geral: expectativa é de que seja a maior no governo Bolsonaro

Ônibus estacionados na garagem da Viação Pioneira durante dia de greve dos rodoviários no Distrito Federal, em 2014 (Ed Alves/CB/D.A Press)

Trabalhadores do transporte na maioria dos estados aprovaram adesão em assembleia, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores

Rio de Janeiro-Nas primeiras horas da manhã a expectativa já é de que as paralisações nesta sexta-feira, 14 de junho, seja uma das maiores no governo Bolsonaro. Talvez a mais decisiva. Em todo o país, trabalhadores do setor de transporte, bancários e professores anunciaram que vão aderir à greve geral contra o projeto de reforma da Previdência, na sexta-feira, 14. Motoristas, cobradores, metroviários, ferroviários, portuários e demais categorias ligadas ao ramo do transporte de diversos estados já aprovaram a adesão em assembleia, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nas principais capitais (Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro), os trabalhadores do transporte prometem cruzar os braços.

SÃO PAULO

Capital
Cerca de 50 mil motoristas e cobradores do transporte coletivo prometem parar. Metroviários anunciaram paralisação de 24 horas em todo o sistema. Na noite de quinta-feira, os ferroviários da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), que haviam aprovado a adesão à greve, em assembleia, anunciaram funcionamento normal do serviço.

“Vamos fazer uma grande greve junto com as demais categorias, como metalúrgicos, professores, bancários, químicos, o pessoal dos Correios e todas as demais categorias profissionais. Amanhã não tem metrô, não tem ferrovia, não tem ônibus, não tem ninguém trabalhando”, afirmou Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A Justiça concedeu liminares (decisão provisória) que determinam o funcionamento da CPTM, do Metrô, e a circulação de ônibus em São Paulo, mas a adesão à greve está mantida nos dois últimos, segundo líderes de centrais sindicais.

Guarulhos e Arujá
Na região metropolitana de São Paulo também haverá paralisação dos ônibus. Os cerca de oito mil condutores do transporte municipal e intermunicipal (EMTU) também aprovaram adesão à greve geral.

ABC paulista 
Na região do ABCD paulista, que abrange as cidades de Ribeirão Pires, São Caetano, São Bernardo do Campo, Santo André, Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra, os motoristas e cobradores vão aderir à paralisação.

Sorocaba e região
Cerca de 10 mil motoristas e cobradores do transporte urbano, fretamento, rodoviário e suburbano de Sorocaba e de 44 cidades da região – desde a divisa do Paraná até Araçariguama – vão parar por 24 horas.

Vale do Paraíba
Já no Vale do Paraíba, que abrange as cidades de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté e Guaratinguetá, os cerca de 10 mil trabalhadores que atendem a região, sendo 6.500 condutores do transporte urbano, rodoviários e fretamento, cruzarão os braços na greve geral.

Fonte: DF1 com informações de Veja

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*