Museu do Amanhã completa 4 anos de operação no Rio

Em seu aniversário de 4 anos, Museu do Amanhã anuncia inovações na exposição de longa duração e em seu aplicativo, mostra sobre a sua história e temas da programação de 2020

Equipamento celebra aniversário também com atividades gratuitas no fim de semana. Em uma nova fase, instituição passa a operar sem os repasses da Prefeitura do Rio em 2020

Inaugurado em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã completa este mês quatro anos na cidade do Rio de Janeiro com a marca de quatro milhões de visitantes e, para comemorar, vai inaugurar uma mostra sobre sua história no dia 17 e promover atividades gratuitas para o público nos dias 14 e 15 de dezembro. Além disso, a partir do dia 17 de dezembro, o visitante terá novidades no aplicativo do museu, com audioguias, audiodescrições e vídeo em libras. A exposição de longa duração também ganhará atualizações, a partir de janeiro, nos interativos da IRIS+ e do jogo da pegada ecológica.
Tendo a diversidade como tema transversal, em 2020 o museu tratará de quatro macro-temas: Baía de Guanabara, Mares e Oceanos, Comunidades e Cidades e Emergência Climática e Amazônia. A previsão é que este último dê vida a uma exposição temporária, que já está em fase de pesquisa e tem um time de consultores, liderado pelo cientista Paulo Artaxo. A data de inauguração ainda será definida.
Em novembro deste ano, a Prefeitura propôs prorrogar o contrato de gestão do equipamento com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), de 1 de dezembro de 2019 a 1 de dezembro de 2020. O IDG aceitou o desafio e fará a gestão sem repasses da Prefeitura.

Inovações

Para se tornar ainda mais acessível, uma nova versão do aplicativo do Museu do Amanhã trará novos audioguias da exposição principal, com depoimentos inéditos e linguagens dinâmicas, que poderão ser conferidas pelo celular do visitante – antes, ele precisava usar um tablet do museu, que deveria ser entregue ao fim da visita. Desta vez, as explicações atenderão tanto ao público geral quanto ao público com deficiência (cegos e surdos), com audiodescrições e videodescrições em libras. “O novo aplicativo vem ao encontro de ampliarmos cada vez mais o programa de acessibilidade do Museu do Amanhã. Com as ferramentas novas no aplicativo, os visitantes, principalmente educadores, podem estudar e planejar a sua visita antecipadamente, tendo acesso ao conteúdo pelo celular”, comenta Henrique Oliveira, diretor executivo do Museu do Amanhã.

O jogo da “Pegada Ecológica”, o mais acessado da exposição de longa duração, também será atualizado em 2020. A partir de informações cedidas pelo visitante, como meio de transporte, alimentação e moradia, entre outros, o interativo analisa o impacto do estilo de vida sobre o meio ambiente. O usuário também pode escolher entre o perfil do brasileiro ou de outros países, dependendo de onde ele mora. Por aqui, por exemplo, a média é de 1,7 planeta enquanto nos EUA são cinco planetas. O game terá algoritmo, design e animações atualizados. A atividade Pegada Ecológica é realizada em parceria com a Global Footprint Network.

Outra tecnologia usada pelo Museu do Amanhã é a Iris+, projeto de inteligência artificial desenvolvido pela IBM. Por meio de perguntas e respostas subjetivas e, por isso, mais complexas, ela traça a trajetória do visitante e permite um aprofundamento da experiência com indicações de iniciativas alinhadas ao tema que o visitante trouxe.  O interativo será atualizado com mais sugestões de iniciativas e projetos com os quais o visitante pode se engajar, a partir de sua indicação de interesse, dentre essas mais sugestões voltadas para atender ao público jovem, que é um dos que mais utilizam a Iris+. Haverá ainda a inclusão dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU no sistema. Ou seja, ao indicar um assunto de seu interesse o visitante poderá saber a qual ODS ele está ligado. A ÍRIS+ vai indicar também em qual área da exposição de longa duração aquele tema aparece.

Temas da programação de 2020

Em 2020, o Museu do Amanhã, que tem como pilares éticos a convivência e a sustentabilidade, terá a Diversidade como tema central da curadoria, programação e atividades. Segundo o curador Luiz Alberto Oliveira, a diversidade é a condição essencial para a formação dos ecossistemas e da comunidade humana. “É pela associação do diverso que se produz o comum. A diversidade é, ao mesmo tempo, fundamento e potência. Ela é que permite a resiliência, a adaptação, o desenvolvimento das espécies e das sociedades”, afirma.

Os macro-temas que vão guiar a programação e atividades são Amazônia, Cidades e Comunidades, Emergência Climática e Baía de Guanabara, Mares e Oceanos. “Este ano, foi criado, no Museu do Amanhã, com parceria do Ministério Público do Rio, o projeto Observatório da Baía, que reúne entidades, organizações e líderes da sociedade civil para a elaboração coletiva de um plano de ação e metas para a Baía de Guanabara e todo o seu entorno. Queremos começar ano que vem as discussões em torno da década dos Oceanos, marco da ONU para 2021. Vamos falar sobre cidades e contribuir para o debate do congresso de arquitetura que vai acontecer em julho no Rio, por conta do título de Capital Mundial da Arquitetura. Vamos também promover feiras de ciências e inovação e continuar reunindo as comunidades acadêmica, científica, educacional e cultural para compartilharmos conhecimento com o público”, adianta Ricardo Piquet, presidente do IDG.

Mostra 4 Milhões de Encontros – Memórias do Amanhã

A mostra sobre a história do museu será inaugurada no dia 17 de dezembro e ficará em cartaz até o dia 20 de fevereiro. Dividida em quatro áreas, terá um vídeo sobre os quatro anos do museu e outro sobre o trabalho dos colaboradores nos bastidores e áreas operacionais que o visitante não acessa, como o subsolo. Além disso, mostrará uma galeria dos troféus de prêmios conquistados nos quatro anos, como o Leading Culture Destinations Awards 2018<http://www.idg.org.br/pt-br/museu-do-amanha-conquista-o-segundo-oscar-dos-museus-em-londres>, considerado o “Oscar dos Museus”, na categoria “Melhor Organização Cultural do Ano para promoção de ‘Soft Power’”; e uma linha do tempo com 30 marcos de sua história, como as exposições temporárias, os eventos ligados às Olimpíadas do Rio em 2016, seminários e destaques da programação.

Os diferentes públicos do museu, como estudantes e professores, participantes das atividades, vizinhos e amigos do museu, serão contemplados em textos de backlights na mostra. Por fim, um painel com um jogo educativo será usado para estimular a participação do visitante nas reflexões propostas pelo museu. No jogo de palavras, o Educativo fará um convite para se experimentar a importância de viver a curiosidade, o desejo do conhecimento, sem a premissa de respostas, mas a de nos relacionarmos com o mundo. Serão reunidos no painel os assuntos mais citados pelos visitantes no interativo Iris+.

Programação Gratuita de Aniversário – 4 anos do Museu do Amanhã
14 de dezembro
11h | Oficina de Compostagem | Terreiro de Curiosidades
Os participantes conhecem um minhocário em funcionamento e aprendem como reproduzi-lo em casa. Conduzida pelo fundador do Ciclo Orgânico, Lucas Chiabi, a atividade mostra que é possível aproveitar os resíduos e minimizar a quantidade de lixo produzido.
15h | Aula de Yoga | Lounge
A prática da Yoga ajuda na respiração e aprimora a percepção e o controle do próprio corpo. Atividade é comandada pela professora Gunatiita, iniciada em meditação pelos monges de Ananda Marga, fundadora da organização UNA Meditação e idealizadora do Rio Desperta.

15 de dezembro
10h e 11h | Fabulosos – Brincadeiras, Arte e Cultura | Observatório
O projeto Fabulosos – Brincadeiras, Arte e Cultura, por meio de uma atividade de recreação diferenciada e criativa, permite que a criança entre em um mundo imaginário e lúdico. Nele, objetos ganham vida, músicas são transformadas em ações corporais e estórias aproximam as pessoas. A atividade busca resgatar músicas tradicionais, cantigas de roda e valores culturais com muita alegria e imaginação estimulando o lado criativo de cada criança, contribuindo para o seu desenvolvimento e promovendo a socialização entre elas e entre elas e os adultos.
16h30 | Ensaio aberto do bloco Orquestra Voadora | Área externa
O bloco carnavalesco Orquestra Voadora esquenta os tamborins na área externa do Museu do Amanhã.

O Museu do Amanhã é uma instituição cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Inaugurado em dezembro de 2015 pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu do Amanhã já recebeu mais de 3,2 milhões de visitantes desde a inauguração. Com patrocínio máster do Banco Santander e uma ampla rede de patrocinadores que inclui empresas como Shell, IBM, IRB-Brasil RE, Engie, Grupo Globo, Instituto CCR e Intel, o museu foi originalmente concebido pela Fundação Roberto Marinho.

O IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização sem fins lucrativos especializada em gerir centros culturais públicos e programas ambientais e também atua em consultorias para empresas privadas e na execução ou desenvolvimento de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Saiba mais em www.idg.org.br<https://urldefense.proofpoint.com/v2/url?u=https-3A__imcpress.com.br_link.php-3Fcode-3DbDpodHRwJTNBJTJGJTJGd3d3LmlkZy5vcmcuYnIlMkY6MjA3MTY4NzkzMDplZHVhcmRhLmdvbmNhbHZlc0BjZG4uY29tLmJyOjUzMmZiYQ-3D-3D&d=DwMDaQ&c=63k7DFQ5NS45K8Wu5uX9Pd1gEa70c_pznLjIw3OxEiE&r=QFnZk5j6vMTbcuvOOJIqvvowTStNDwMpxlzTCH5kPd0&m=3B07iAnMsnR40DPiwXfyZZw2AOSR9hd06TVclPqTUEM&s=D6ero2bvnjK8B9OP4LBolUQmftlCWy97yL2dHfkCGHk&e=>

Sobre o Museu do Amanhã e os ODS da ONU

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a Agenda 2030 com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030. Tendo como pilares a sustentabilidade e a convivência, o Museu do Amanhã está comprometido com a realização desta agenda, que prevê erradicar a pobreza e a fome; proteger o planeta da degradação por meio do consumo e da produção sustentáveis; assegurar vida próspera e realização pessoal das pessoas através do progresso econômico, social e tecnológico, em harmonia com a natureza; e promover a paz. Para saber mais sobre cada ODS, acesse o site da ONU: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/.

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