Nota oficial da Central Única das Favelas

A Central Única das Favelas (CUFA) informa que mantém a mesma posição da
nota divulgada à imprensa no dia 16 de maio de 2019.

Sobre os acontecimentos desta terça-feira, dia 15, queremos reiterar que o
cidadão em questão colaborou com a instituição, na coordenação de um
programa especifico (para ex-apenados), de onde ele já se desligou há algum
tempo.

Este programa chamado “Projeto Recomeço” tem por finalidade oferecer uma
nova oportunidade a ex-apenados. Hoje, apenas no Rio de Janeiro e em São
Paulo, o programa conta com mais de 60 pessoas e não temos notícia de que
alguém tenha voltado a delinquir. Nosso papel, enquanto uma instituição de
favela, é criar alternativas para seus moradores. E por que não também a
esses que tem chance zero quando ganham as ruas?

O programa premiado vai continuar existindo, a fim de construir alternativa
para aqueles que desejam uma outra oportunidade na vida. O recomeço, para
todos eles, é um novo ponto de partida e cabe a cada um decidir o caminho
que deseja trilhar.

Portanto, vamos repetir aqui a mesma nota que divulgamos no passado, quando
este assunto surgiu, pois acreditamos que de nossa parte nada muda.
Continuaremos nosso trabalho e todos os membros do Poder Público devem fazer
o deles. Sem mais.

Segue a nota de maio de 2019:

A Central Única das Favelas (CUFA) vem a público reforçar que executa com
dezenas de egressos do sistema penitenciário o Projeto Recomeço, programa
que forma, emprega e beneficia apenados e ex-apenados, através da prestação
de serviços de entrega e distribuição.

Contudo, queremos salientar que não respondemos pelas ações individuais de
nenhum dos nossos atuais colaboradores ou fornecedores, e tampouco dos
membros que por aqui passaram.

Realizamos o Projeto Recomeço com o intuito de gerar oportunidades e
contribuir para a reinserção de egressos e seus familiares, que almejam uma
vida melhor e dentro da lei, na sociedade.

Temos como princípio apoiar as leis e a atuação do Poder Público, de forma
responsável, sempre visando o regular cumprimento do ordenamento jurídico.

Até o presente momento, não acusamos um único caso de reincidência dos
colaboradores que por aqui passaram. E torcemos para que o caso, ora
noticiado, não passe de um grande engano. Porém, se a Justiça comprovar que
trata-se de um fato de reincidência, nos caberá aceitar, lamentar
profundamente e seguir nossa missão de continuar dando chance a outras
pessoas que clamam por uma nova oportunidade. Aplaudiremos sempre a Justiça
ao fazer seu papel com lisura e comprovação dos fatos, e vamos continuar
aplaudindo a todos que entenderem que dar uma chance para quem errou um dia
é fundamental, para a reconstrução da cidadania dessas pessoas.

–    BRASIL  –   Rio de Janeiro – RJ

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