Pais denunciam abusos sexuais e morais em Colégios da Polícia Militar (AM)

(foto: Izadora Carvalho/jornalistas livres)

Um documento com 1.043 páginas de casos de abusos sexuais e assédios morais contra professoras e mães cometidos, supostamente, por policiais militares em escolas da Polícia Militar será entregue à Assembleia Legislativa (ALE-AM) no próximo dia 27 de setembro pela Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC).

A entrega do documento foi informada logo após o anúncio do adiamento da audiência pública na ALE-AM  sobre o caso do professor Anderson Rodrigues. Ele denunciou no fim de agosto à Polícia Civil que teria sido agredido e ameaçado pelo tenente-coronel, Cézar Andrade, gestor do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM1).

No dia 12/09, professores e pais de alunos dos colégios militares de Manaus formalizaram na assembleia legislativa do estado denúncias de abusos sexuais, de autoridade, assédio moral e desvio de dinheiro.

As denúncias e reclamações somam pelo menos 120 manifestos, entre eles casos de agressão cometidos por gestores contra os professores, e assédio moral e sexual contra estudantes e seus pais em troca de vagas nas instituições.

Um dos depoimentos que mais chamou atenção foi a de uma mãe de aluna, ela afirmou que a filha foi convidada pelo diretor da escola para um encontro sexual em troca de notas melhores.

Antes da formalização coletiva das denúncias, alguns professores já tinham recorrido à Seduc do estado que, ao invés de tomarem medidas contra os gestores, transferiram os professores para outras escolas, o que é inaceitável, uma vez que quem sofre agressão é quem está sendo punido ao reconfigurar todo seu local de trabalho.

Depois da repercussão, pais de alunos tiveram que vir a público novamente pois estavam sendo coagidos a retirar as denúncias e ameaçados caso não retirassem.

Sabemos que a humilhação contra nosso povo é cotidiana e deve ser combatida. Não podemos aceitar que formas de controle sejam impostas a nós, pois sempre serão respaldadas por diversos tipos de abusos.

Ressaltamos que os políticos que receberam a denúncia, os gestores das escolas, os oficiais e a Seduc são mais do mesmo e não podemos confiar inteiramente neles. Estão do mesmo lado e só concretizarão medidas se houver muita pressão popular.

Por isso, é fundamental as comunidades se auto organizarem fechando os portões dessas escolas, questionando o modelo de ensino e paralisando as aulas enquanto suas reivindicações não foram atendidas.

Fonte: FAT

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