Polícia prende seis suspeitos de ligação com milícia no Rio

Luís Antônio da Silva Braga, irmão de Ecko; e o PM reformado Clayton da Silva Novaes. Foto: Reprodução/PCERJ

Policiais civis cumprem hoje (3) sete mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão em uma operação contra suspeitos de integrar milícia que atua no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, até as 8h45, seis pessoas já tinham sido presas na ação.

A operação mira a utilização de empresas para a lavagem de dinheiro da organização criminosa Liga da Justiça, que seria chefiada, segundo a polícia, por Wellington da Silva Braga, o Ecko. As empresas atuam na exploração de areia e saibro na Baixada Fluminense e chegaram a faturar R$ 41 milhões entre 2012 e 2017, de acordo com a Polícia Civil.

Além de usar a indústria extrativa para lavar dinheiro, o grupo é suspeito de estar ligado a homicídios praticados com o objetivo de tomar empresas concorrentes. Uma empresa, por exemplo, foi assumida pela milícia depois do assassinato do proprietário Alexsander de Castro Santos, em junho de 2014.

Segundo o Ministério Público Estadual, as operações extrativas do grupo são usadas para tentar legalizar o dinheiro que é obtido de forma criminosa nas comunidades controladas pelo grupo, como extorsão a moradores e comerciantes e a exploração do transporte alternativo.

De acordo com o Departamento foram investigadas as empresas Mácia Comércio e Extração de Saibro, Hessel Locações e Incorporações, Senna Terraplanagem e Jardim das Acácias Mineração pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A apuração apontou que a empresa Mácia é de propriedade de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, irmão do chefe da milícia de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, Wellington da Silva Braga, o Ecko. Já a a Hessel fez movimentações de valores da Macla para a conta de Zinho. A Senna é de propriedade do pai da ex-esposa de Zinho.

Ainda segundo a investigação, o grupo atuava na exploração de areais na Baixada Fluminense e estariam ligados a homicídios praticados com o objetivo de tomar companhias concorrentes. O DGCOR analisa também como uma empresa teve seus negócios assumidos pela Macla após um assassinato.

A Castilho Alves, empresa de terraplanagem e extração de saibro, teve seu proprietário Alexsander de Castro Santos, assassinado em junho de 2014 pelo chefe da milícia Liga da Justiça, Marcus José de Lima Gomes, o Gão. A conclusão foi da Delegacia de Homicídios da Capital. Na investigação, a polícia conseguiu o bloqueio e sequestro de aproximadamente 11 milhões de reais.

Da Agência Brasil e Polícia Civil do RJ

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