Pré-candidata à prefeitura do Rio: “Mulheres são silenciadas na política”

Renata Souza é pré-candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL Imagem: Caio Oliveira/Divulgação

Nascida e criada na Favela da Maré, na zona norte do Rio, a deputada estadual Renata Souza (PSOL), 37 anos, perdeu parentes por bala perdida, viu uma prima ser vítima de feminicídio, e teve vários outros amigos atingidos por outras formas de violência. Foi ainda a primeira da família a fazer faculdade, graças a uma bolsa de estudos, e hoje é jornalista e pós-doutoranda em comunicação pela UFF (Universidade Federal Fluminense).

Com esse currículo, a primeira mulher na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) diz estar gabaritada para ser prefeita do Rio de Janeiro. Aos que possam apontar seu discurso como vitimista, ela convida à reflexão.

“Todos que tratam de falar de vitimismo não querem conceber a ideia de uma sociedade que foi construída na lógica do racismo e do machismo.”

O anúncio de sua pré-candidatura à prefeitura do Rio se deu após a desistência de seu colega de partido e deputado federal Marcelo Freixo, que já concorreu duas vezes ao cargo, em 2012 e 2016. Como justificativa para a decisão, ele disse que a esquerda está dividida. E parece que continua, já que o PT oficializou candidatura da deputada federal Benedita da Silva, que até então seria vice de Freixo. Mesmo diante do impasse se dar entre as figuras de duas mulheres, Renata reforça o quanto ainda falta para que as mulheres atinjam um patamar de igualdade na política.

“Eu fiz doutorado em que o tema era segurança pública, mas não sou instada a falar sobre isso. Dificilmente me procuram para discutir a política econômica, de saúde e cultura. A mulher é muito olhada sob o ponto de vista do cuidado, e não sob o ponto de vista da formulação. E isso é grave”, diz a deputada.

 

Fonte UOL

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