“Todos os suspeitos da morte de Marielle têm relação com Bolsonaro?”, questiona Randolfe

Preso por jogar armas do assassinato de Marielle ostentava em redes sociais fotos com Bolsonaro

Após o Jornal Nacional noticiar, com base no depoimento do porteiro que estava na guarita, que um dos suspeitos de participar do assassinato de Marielle Franco esteve no condomínio de Jair Bolsonaro, no Rio, no dia 14 de março de 2018, o senador Randolfe Rodrigues pediu uma “apuração rigorosa” do caso.

“São gravíssimas as denúncias que envolvem o nome do presidente Jair Bolsonaro ao caso Marielle, apresentada [sic] há pouco pelo JN. É necessária uma apuração rigorosa para saber se há essa relação entre os suspeitos e Bolsonaro”, postou o senador da Rede no Twitter.

 

Há 25 dias, em sua conta no Twitter, o senador Randolfe Rodrigues comentou a relação entre os milicianos presos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes com o clã de Jair Bolsonaro. Segundo o senador, “todos os suspeitos da morte de Marielle têm relação com Bolsonaro”.

“Até agora todos os acusados pelo assassinato de Marielle e Anderson tem algum tipo de ligação com o presidente. A questão é: quem mandou os conhecidos e vizinhos de Bolsonaro matarem Marielle e Anderson?”, indagou o senador do Amapá.

O questionamento vem novamente à tona após a prisão de Josinaldo Lucas Freitas, na última quinta-feira (03), acusado de ter jogado no mar armas que teriam sido usadas no assassinato de Marielle e Anderson.

Conhecido como Djaca, Josinaldo é professor de artes marciais, DJ e possui diversas fotos nas redes sociais ao lado de Bolsonaro, seu filho vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro e outros políticos do clã.

Djaca e o vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente

Em uma das imagens o lutador e o político aparecem fazendo o sinal de positivo. Na foto aparece a data “28 de outubro de 2018”, dia em que Bolsonaro foi eleito presidente da República. Porém, não há como saber se a foto foi tirada naquele dia, ou apenas postada para comemorar a vitória do político.

Lutador também publicou foto com Marcelo Siciliano, vereador citado no inquérito de Marielle

Uma das pessoas que curtiram a foto foi Marcio Mantovano, também preso na operação desta quinta-feira.

Na outra foto, feita em 2017 durante um torneio de luta, Djaca e Bolsonaro estão – de acordo com a legenda – ao lado de um veterinário que é amigo do lutador.

Djaca também publicou fotos ao lado do vereador Marcello Siciliano, outro investigado no caso Marielle. O lutador comentou, na imagem, que o parlamentar era “o melhor vereador” que já apoiara.

Em outra foto, feita na Câmara Municipal do Rio, Djaca posa com o vereador Carlos Bolsonaro.

Apesar dos registros, o inquérito da Delegacia de Homicídios não cita uma eventual ligação entre Djaca e Bolsonaro.

Conforme apurado pela revista Veja, o professor de artes marciais vive e dá aulas na região de Rio das Pedras e Muzema, zona oeste do Rio, onde ficam favelas dominadas por milicianos. Em suas redes sociais, Djaca já postou panfletos que fazem propaganda de um serviço de transporte de passageiros apelidado de “Uber da milícia”.

Outras evidências que aproximam a morte de Marielle a Bolsonaro:

  • O ex-PM e miliciano Ronnie Lessa, assassino de Marielle, era vizinho de condomínio de Bolsonaro. Morava a menos de 100 metros.
  • Capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, da milícia do Rio das Pedras, e que utilizava os serviços de Ronnie Lessa, teve mãe e esposa empregadas pelo então deputado Flávio Bolsonaro, filho de Jair.
  • Major Ronaldo Paulo Alves Pereira, outro envolvido com as milícias do Rio das Pedras, recebeu moção de louvor na Assembleia Legislativa, conferida por Flávio Bolsonaro.
  • Motorista Queiroz, ponto de contato com a milícia do Rio das Pedras, administrava a caixinha de Flávio Bolsonaro na Assembleia e repassava dinheiro para a primeira dama.
  • Ligados às milícias, os gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira eram seguranças e Flávio. Sua irmã Valdeni era tesoureira do PSL do Rio.
Os assassinos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes: Ronnie Lessa e Élcio Queiroz. Lessa foi preso em sua residência no mesmo condomínio de Bolsonaro

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Fonte: Hora do Povo

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