Vamos ajudar a cobrir parte das despesas do YBY Festival?

Homem branco tem palavra?

A organização do Yby Festival da Música Indígena Contemporânea pede sua ajuda
Desde 1500 os povos originários brasileiros conhecem “a palavra” do homem branco, assim
como os demais nativos das três Américas – o recente dia de Ação de Graças não nos deixa
esquecer. Séculos depois, a palavra-projétil, a palavra-invasão, a palavra-tratado, a palavra contrato, a palavra-acordos continuam com nuances incompreensíveis em termos éticos, mas
perfeitamente legais. Lei de quem? Feita por quem?

O Yby Festival da Música Indígena Contemporânea foi o primeiro festival do Brasil dedicado a
mostrar obras autorais indígenas, o melhor da música indígena, desde a perspectiva tradicional
e contemporânea. Anciãs e anciões abriram o evento, as vozes das mulheres indígenas
encantaram nas línguas originárias, as flautas e maracas elevaram vibrações, o hip hop e o rap
protestaram, trouxeram a denúncia, a revolta. Novos letristas e músicos apresentaram as
realidades das terras indígenas do norte ao sul, do nordeste ao centro-oeste, de um Brasil
ímpar, com 800 mil de indígenas. Cerca de 5 mil pessoas passaram pelo evento, de sexta-feira, 29/11, a domingo, 01/12, no Unibes Cultural, em São Paulo. No palco, estiveram 16
atrações musicais indígenas de gêneros e etnias diversas, uma internacional, e a participação
especial da cantora Maria Gadu no show do artista indígena pernambucano Gean Ramos
Pankararu. A entrada foi livre e gratuita.

Além das atrações musicais, houve um desfile de moda com grafismos da cultura Kadiwéu de
Mato Grosso do Sul, pinturas, artivismo e uma mostra de arte indígena com expositores do
norte, centro-oeste, nordeste e sudeste, com o mais autêntico do artesanato indígena
brasileiro.

O YBY Festival foi proposto como alternativa de entretenimento solidário, inclusivo e
democrático, feito por indígenas e primordialmente para os povos indígenas, em um momento
tão específico de nosso país, com o aumento da violência étnica e política.
A organização do evento buscou parceiros e financiadores para sua realização. Encontrou
muitas portas fechadas, e decidiu fazer na cara e coragem com a garantia de um
financiamento coletivo por etapas (10 em 10 mil reais, que assegurava cada passo do básico
para o Festival). Ao fechar, 30 mil reais, a infraestrutura estava garantida. De 30 a 40 mil seria
para pagar cachê aos músicos e as taxas de direitos autorais musicais. O financiamento
coletivo arrecadou R$ 34.923,00.

O Festival estaria pago, contando com doações, mutirões de culinária, mobiliário reciclado e
muito trabalho voluntário para reduzir os custos. Em contraste com a solidariedade de muitos
pequenos movimentos, organizações e negócios, várias manifestações de apoio e promessas
de auxílio começaram a sumir às vésperas do evento.

Fontes de apoio consideradas seguras relativizaram a palavra, diminuindo drasticamente o
apoio combinado. Houve o caso de um patrocínio com valor previamente negociado que não
chegou a se concretizar. A saída encontrada pela produção foi investir em canecas, camisetas e
venda de bebidas para tentar cobrir as despesas.

Uma semana após o evento, a venda destes itens conseguiu cobrir parte dos custos: apoio
para o deslocamento de artistas, pagamento de fornecedores, gasolina para o transporte de
mobiliário, entre outros. No entanto, o Festival ainda luta para pagar prestações dos serviços,
incluindo as despesas de som e iluminação, que acabaram sendo as mais significativas. Ao
todo, falta cerca de R$ 20.000,00 para quitar as dívidas do Yby Festival.
Nesse contexto, sabendo de sua sensibilização para com a cultura, para com arte, para com os
povos indígenas, pedimos seu auxílio. Qualquer quantia que possa depositar na conta da
produtora do evento, será que grande valia.

Produtora: Nossa Terra Firme Consultoria e Produções
Nome: Iara Souza Vicente (CPF 81497881234)
Banco do Brasil 001
Agência: 3603-X
Conta Corrente: 57938-6

Estamos correndo contra o tempo para honrar com os pagamentos do som e
das taxas extras cobradas. Agradecemos muito se puder contribuir.
A produção pode fornecer recibo e/ou nota fiscal de sua doação.
No site do Yby, continuam a venda de canecas e camisetas.
Acreditamos que, em conjunto, podemos contribuir para que idealizadores e equipe do Yby
Festival tenham um final de ano mais tranquilo. Ao menos, sem que – além do trabalho de
meses – tenham que pagar pela coragem de promover cultura de base neste país.
Caru Schwingel, jornalista (MTB-8481), mestre e doutora em Comunicação e Cultura
Contemporâneas, branca, bisavô e avô maternos guaranis do Rio Grande do Sul, povo de Sepé
Tiaraju.

Sobre o Yby Festival da Música Indígena Contemporânea:

Website: ybyfetival.com
Instagram: instagram.com/ybyfestival
Matérias:
UOL – https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/12/03/rap-indigena-cresce-no-pais-eprotesta-agro-nao-e-tech-nem-pop-ele-mata.htm
VEJA SP – https://vejasp.abril.com.br/cidades/indios-musicos-festival/
Metro Jornal – https://www.metrojornal.com.br/entretenimento/2019/11/12/festival-demusica-indigena-sao-paulo.html
R7 – https://entretenimento.r7.com/musica/sao-paulo-ira-sediar-festival-de-musica-indigena

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