Você sabe quanto custa um jovem fora da escola?

Os valores chegam a R$ 100 bilhões, por isso é tão importante
investir na formação desses talentos

05/09/2019

A educação é um dos meios mais eficientes para mudar a situação do
Brasil. Ou seja, os índices comprovam o quanto o aprendizado estimula o
jovem, mas, muito além disso, traz ganhos para a sociedade. Se 100% da
população tivesse acesso ao conhecimento básico, mais o país se
desenvolveria social, política e economicamente.

De acordo com a Constituição de 1988, todas as crianças e jovens de 0 a
17 anos têm o direito à instrução. Contudo, os dados do IBGE –
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam: 11,8%, de quem
está na faixa etária de 15 a 17 anos, não recebe o conhecimento
necessário. A idade é a de maior evasão, cujos 2,8 milhões de
indivíduos, em média, abandonam a escola a cada ano, segundo  outro
estudo lançado em 2017 pelo Instituto Ayrton Senna.

O dado preocupa, pois não concluir o ensino médio traz prejuízos para
todos. Quem deixa de investir nesse nível de aprendizado e mora na zona
Sudeste, por exemplo, aos 35 anos, ganhará 122% menos em relação a quem
se formou. Também tem 54% menos chances de conseguir um emprego com
carteira assinada. A informação é de um levantamento realizado pelo
economista Ricardo Paes de Barros.

Além disso, para cada jovem nessa situação, o país tem um gasto de R$
18 mil reais a mais no combate à violência e criminalidade. Se em um ano,
1 milhão de estudantes tiver o estudo interrompido, chegamos nos R$ 100
bilhões de custo social por conta desse desvio escolar. Ou seja, uma
quantia cujo investimento poderia estar sendo feito em saúde, cultura,
economia, entre outros setores.

Por isso, é tão importante as empresas fazerem seu papel social e darem
oportunidades aos novos talentos. O estágio é um dos principais
incentivadores da permanência do aluno no ambiente acadêmico. Isso porque
só pode exercer a atividade quem está regularmente matriculado e
frequentando o nível médio, técnico, superior ou tecnólogo. Fora isso,
a iniciativa promove uma renda para o educando, por meio da bolsa-auxílio,
permitindo melhores condições de vida.

O ato educativo é permitido a partir dos 16 anos e não tem idade limite.
Logo, é a grande chance de mudança para a maior parte dos integrantes de
uma situação de vulnerabilidade. Atualmente, segundo pesquisa da Abres-
Associação Brasileira de Estágio [1], dos mais de 9 milhões de
discentes secundaristas, apenas 260 mil estagiam. Isto é, 2,7% do total.

A realidade é dura, mas os incentivos para abrir vagas para estagiários
existem e são muito vantajosos. A organização fica isenta de encargos
fiscais, como 13º salário, FGTS, INSS, ⅓ sobre férias e ganha
colaboradores com sede de aprender, criatividade e muita energia. Esses,
por sua vez, conseguem se desenvolver e ganham experiência, um trunfo para
seu futuro profissional.

Portanto, empresários, reflitam sobre o assunto. Afinal, se o Brasil
cresce e evolui, vocês certamente também se beneficiam!

_Seme Arone Junior é presidente da Abres – Associação Brasileira de
Estágios._

SOBRE A ABRES

A Associação Brasileira de Estágios é a maior entidade de
representação de agentes de integração do país, ou seja, empresas
responsáveis pela seleção e gerenciamento de vagas de estágio. A
instituição tem como objetivo promover e divulgar a modalidade junto às
comunidades do Brasil, estimulando a formação profissional de jovens
talentos. Também executa ações para fortalecer os agentes de
integração e a inserção de estudantes no mercado de trabalho.

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